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TERAPIA COMUNITÁRIA: Fatores associados ao consumo de álcool e drogas entre estudantes universitários de São Paulo

TERAPIA COMUNITÁRIA

8/07/2006

Fatores associados ao consumo de álcool e drogas entre estudantes universitários de São Paulo

//O consumo mundial de substâncias psicoativas está aumentando de maneira alarmante, o que representa uma enorme preocupação para o Brasil, já que o envolvimento com drogas ilícitas ocorre principalmente dentro da população de adolescentes e adultos jovens, e o nosso país possui cerca de 35 milhões de pessoas com menos de 30 anos de idade. O abuso e a dependência de drogas interfere não só na saúde das pessoas, mas na sociedade como um todo, incluindo suas instâncias política e econômica, além de contribuir para o crescimento dos gastos com tratamento médico e internação hospitalar, elevando os índices de acidentes de trânsito, violência urbana e de mortes prematuras.
//Artigo publicado pela Revista de Saúde Pública analisou o perfil social e econômico e o estilo de vida dos alunos de graduação da Universidade de São Paulo, da área de ciências biológicas, em relação ao consumo de álcool, tabaco, drogas ilícitas e medicamentos com potencial de abuso. O estudo procurou identificar os grupos de estudantes que estão mais expostos ao problema visando fornecer subsídios para futuras ações preventivas com essa população.
//Para o estudo foram utilizados dados coletados na pesquisa “Álcool e Drogas: Segunda pesquisa sobre atitudes e uso entre alunos de universidade pública do Município de São Paulo”, realizada em 2001, da qual participaram 2.837 alunos matriculados nos cursos de graduação da Universidade de São Paulo.
//Os resultados mostram que o álcool foi a substância mais utilizada nos últimos 12 meses pelos alunos pesquisados (84,7%), seguido do tabaco (22,8%). Quanto ao uso de outras drogas, 28,4% dos alunos já havia utilizado alguma droga ilícita pelo menos uma vez na vida. As substâncias que apresentaram maiores índices de consumo foram: maconha (19,7%), inalantes (17,3%) e os alucinógenos (5,2%). Constatou-se que 10,5% dos alunos usaram medicamentos com potencial de abuso, dos quais as anfetaminas (6,8%) foram as que tiveram maior uso, seguidas por tranqüilizantes (3,2%) e opiáceos (0,6%).
//O estudo mostrou que alunos com renda familiar superior a 40 salários-mínimos mensais apresentaram uso mais freqüente de álcool (92,2%) e outras drogas ilícitas (39,2%) do que alunos com renda familiar mais baixa. Faltar ou não às aulas mostrou-se também relacionado ao uso de álcool, tabaco e outras drogas ilícitas. A proporção de alunos que não faltaram às aulas, ou só faltaram se doentes, foi de 44,8% entre os não usuários de álcool, 34,9% entre não usuários de tabaco e 36,5% entre os não usuários de outras drogas ilícitas, índices superiores aos encontrados entre os alunos que utilizavam estas substâncias. Outro grupo que apresentou maiores riscos para o uso de drogas lícitas e ilícitas foi de alunos não possuíam ou praticavam religião quando comparado aos estudantes com orientação e prática religiosa.
//Os autores sugerem que as ações de conscientização e prevenção ao uso de drogas e suas conseqüências para estudantes universitários devem levar em conta os diferentes graus de vulnerabilidade apresentados pelos alunos. Dentre as iniciativas que têm se mostrado mais eficazes com esta população, os autores recomendam o desenvolvimento de atividades como educação com treino de habilidades para melhor lidar com o estresse, detecção precoce do uso de drogas, disponibilização de informações científicas sobre o tema, programas para professores e a introdução de disciplinas que abordam o uso de álcool e drogas nos cursos de graduação.
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//Texto elaborado pelo OBID a partir do original publicado pela Revista de Saúde Pública, 2006, nº 40 (2), pág 280-288. ISSN 0102 – 311X.
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// Autor: Silva, Leonardo V E Rueda; Malbergier, André; Andrade Stempliuk, Vladimir; Guerra de Andrade, Arthur (Fonte: OBID)
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Link do artigo original
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http://www.scielo.br/pdf/rsp/v40n2/28533.pdf